Oslo visa a proibição de carros no centro em 2019
25

fev

Oslo visa a proibição de carros no centro em 2019
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Por Constanza Martinez Gaete

Em Oslo, a poluição do ar é um problema que está sendo enfrentado radicalmente desde os anos 90, quando foi proposto reduzir as emissões de gases de efeito estufa até 2020 em 50%.

Foi então que eles começaram a criar normativas que até hoje regulamentam as emissões de fogões de madeira, indústrias e veículos motorizados, sendo esta última a fonte mais poluente na cidade, de acordo com o Estado de Meio Ambiente da Noruega.

É por esta razão que, através de um plano que ainda está em discussão, pretende-se proibir a circulação de carros no centro a partir de 2019, que por sua vez poderia ajudar a reduzir o tráfego no resto da cidade e ter uma melhor qualidade do ar.

By Jonipoon [CC BY-SA 3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0)], via Wikimedia Commons

 

Saiba mais sobre o plano

O sistema de transporte público na capital norueguesa é composto por ônibus, metrô, bondes e balsas. No entanto, mais da metade da população de mais de 600.000 habitantes, têm carros, que representam umas 350 mil unidades, conforme publicado pelo jornal britânico Independent.

O congestionamento neste setor da cidade, embora morem apenas 1.000 pessoas na área, é devido a que cada dia chegam 90.000 pessoas para o trabalho, dos quais uma grande percentagem o fazem de carro.

Perante esta situação e pelo fato de que a poluição vem a partir desta fonte é que o plano de proibir a circulação de carros no centro está sendo apoiado por vários sectores, os políticos – partidos do Trabalho, da Esquerda Socialista e do Partido Verde que integram Conselho de Oslo- e como os cidadãos, que veem nesta proposta uma opção para ter uma cidade mais limpa.

Para complementar a medida, foi proposta a construção de 60 novos quilômetros de ciclovias ao longo dos próximos quatro anos, novos investimentos no sistema de transporte público e subsidiar a compra de bicicletas elétricas.

No entanto, há aqueles que não apoiam a ideia, principalmente os comerciantes, que veem nessa opção a chance de ter as vendas de seus negócios afetadas. Claro, a experiência de outras cidades mostrou que, quando mais espaço para os pedestres são criados, o oposto acontece, como aconteceu em Auckland (Nova Zelândia), onde as vendas aumentaram até 400%.

Se o Conselho aprovar o plano, estima-se que o tráfego motorizado privado deixaria de existir não só no centro, mas se reduziria em toda a cidade em até 20% em 2019 e 30% em 2030.

Este anúncio é parte de vários planos que estão impulsionando diferentes cidades ao redor do mundo e que refletem uma mudança de paradigma que vá de um centrado no carro a um que beneficia a mobilidade sustentável, a fim de ter cidades mais descontaminadas, seguras e habitáveis.

Neste sentido, destacam-se os planos de Helsinque (Finlândia), que visa eliminar o uso de carros até 2025, melhorando o sistema de transporte público e fomentando a intermodalidade, e o de Hamburgo, para conectar as áreas verdes e, assim, incentivar os traslados a pé e em bicicleta nos próximos anos.

 

 

Referências: The Guardian, Independent, Fortune e Estado do Meio Ambiente da Noruega.

Fonte: Plataforma Urbana

Imagem capa: Centro de Oslo, Noruega. © Dougtone, via Flickr.




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